segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Recomeçando

O nome é outro, talvez o teor das mensagens seja outro, mas continuo me sentindo Atlas.
Vamos aos fatos: Por que a mudança? Porque a vida muda, mesmo que as questões básicas permaneçam as mesmas e hoje, meu objetivo não ´atingir ninguém, além de eu mesma, com essas palavras. Talvez se eu as colocar pra fora e me colocar como espectadora haja mais clareza de mente para mensurar os problemas e os dilemas...
Quando os problemas começaram? Nessa vida, provavelmente, quando eu fui concebida, com uma década de diferença dos meus irmão. Vamos combinar que quando algo assim acontece, ou você foi um filho muito desejado, ou foi um acidente de percurso, que é o meu caso.
E eu sempre me senti assim, sempre me senti como se não pertencesse ao lugar onde eu nasci, à família na qual nasci e se para um adulto essa já é uma sensação estranha, imagine para uma criança...
Eu sinto como se eu tivesse nascido pra ser independente, sem raiz... Mas, por algum motivo, eu levei 35 anos para ter a coragem de admitir que eu estava vivendo uma vida de mentira.
Eu sempre sonhei em viver fora do país, ter um marido estrangeiro, ser bem sucedida e História sempre foi uma paixão na minha vida, além da música.
Minha primeira graduação? Jornalismo. Por quê? Porque desde a minha família, até meus professores diziam que eu não poderia perder minha vida com uma graduação que me condenaria a uma sala de aula sendo que eu era tão extrovertida, comunicativa e escrevia tão bem! Meu erro nisso tudo? Me deixar levar e não lutar para manter meus ideais. Resultado: Abandonei a faculdade no segundo ano, perdi mais um ano até o próximo vestibular e só fui me formar em história já com quase 27 anos.
Mas o meio do caminho pra chegar até aqui também foi recheado de merda... Primeiro namorado abusivo, namorado de transição decepcionante, segundo namorado aparentemente fofo, mas hoje eu olho pra trás e vejo que rolou muito abuso velado... O terceiro namorado e mais duradouro eu conheci na faculdade de História, trabalhamos juntos, foi um amor digno de ser vivido, mas, mais uma vez, coloquei muito da minha vida de lado pra fazer dar certo e, nesse caso, ambos colocamos, eu admito.
Não tô dizendo que eu sou fácil não, longe de mim! Sou chata, perfeccionista, exigente e gosto das  coisas do meu jeito. Uma personalidade formada por toda a merda acontecida, todas as frustrações vividas e, talvez, pela influência planetária do dia e hora do meu nascimento. Quem pode afirmar?
Por agora é isso... Mas daqui a pouco, ou amanhã, vai rolar mais um pouco de muro das lamentações...

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