Onze anos... É um bom tempo! ficamos juntos de outubro de 2004 a outubro de 2015, tivemos altos e baixos, um apartamento e um balanço tão positivo que ainda somos amigos!
Eu penso que nem tenho muito o que falar, pois nosso relacionamento foi absolutamente normal...
Ele, uns dois anos mais novo que eu, uma mãe extremamente controladora que até foi contra o nosso relacionamento até o dia que terminamos, mesmo que já morássemos juntos há alguns anos; um pai que era um doce e cuja morte foi o início do fim do nosso relacionamento e um irmão mais novo completamente negligenciado pela mãe.
Para a minha família foi um choque que eu deixasse um "homem mais velho" por um moleque cabeludo que vivia com o violão nas costas, mas não demorou para deixarem a imagem de lado e verem quem ele realmente era, assim ele se tornou o queridinho da família.
Tivemos muitos atritos por conta da mãe dele, da obsessão pelo violão, da passividade... Às vezes acho que por ser muito forte e decidida, acabo atraindo homens passivos... Sei lá...
Foi meu relacionamento mais saudável, ambos tínhamos vida própria além do namoro, saíamos e viajávamos tanto juntos quanto separados, era tudo ótimo, mas eu sempre quis mais. Não dele, da vida. Eu queria viajar mais, morar fora, ter novas experiências, mas o controle materno o impedia de compartilhar essas metas comigo. Ele até sonhava, mas daí a transformar o sonho em meta havia uma larga distância.
Quando nos formamos, compramos um apartamento na planta planejando nos casar em três anos, assim que o apartamento ficasse pronto. Só recebemos o apartamento 7 anos depois! Parecia que a vida já estava nos encaminhando para algo diferente do que imaginávamos.
Em 2012, decidimos processar a construtora e irmos morar juntos para que eles arcassem com nossas despesas, funcionou. Um ano depois, vendo que não entraríamos em nenhum tipo de acordo furado, eles finalmente nos propuseram a troca por uma unidade que já estava pronta.
O pai dele havia falecido em agosto de 2013, e naquele dia eu senti que era o fim. Eu sabia que ele se deixaria levar pelas chantagens da mãe e, infelizmente, estava certa. Embora todos morássemos na mesma cidade, ele passou uma semana na casa da mãe e eu sozinha. Minha companhia era aquele garoto chileno, que falava comigo até eu me acalmar e dormir.
Em dezembro daquele ano recebemos a proposta da construtora e eu acreditei que seria um sopro de vida para o nosso relacionamento. De fato foi, sobrevivemos por quase dois anos.
Ele era efetivo do Estado, eu temporária na Prefeitura e assim íamos vivendo. em maio de 2015, dois fatos contrastantes: a felicidade de ser efetivada na Prefeitura e uma situação pessoal tensa que prefiro não expor, as que foi uma espécie de chamado, um "wake up call" que me mostrou que já era hora de encaminhar aquele relacionamento para um fim. Mas eu sou brasileira e não desisto nunca, não é mesmo?
Decidi que faria uma viajem sozinha, tinha duas opções: Buenos Aires com uma amiga ou Santiago, sozinha. Num desses empurrões do destino, minha amiga dei pra trás e, em julho, comprei minha viajem de uma semana para Santiago, que ocorreria em outubro.
Nesse momento também decidi que era hora de olhar pra mim e deixar de pesar 126,5g. Na primeira semana de agosto iniciei o Projeto Magro Pra Sempre da Herbalife. Até o momento emagreci 30 Kg e só não emagreci mais porque a situação financeira apertou, o stress aumentou e eu cedi a alguns maus hábitos, mas prometo voltar à linha tão breve quanto possível.
Outubro chegou e eu viajei com a certeza de que na volta eu iria decidir minha vida definitivamente e assim aconteceu. Desembarquei em São Paulo em 16/10 dois dias depois chegava ao fim mais uma história...
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